quinta-feira, 8 de setembro de 2011









Qual o problema das pessoas que nunca desencalham?
Qual o melhor afrodisíaco natural?
Existe almas gêmeas?
Qual o seu papel e o papel de Deus para arranjar um namoro?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ontem, 06/09/2011, o “mundo” comemorou do dia do sexo!

Já que foi o dia do sexo... Vou falar sobre sexo, e de três anos pra cá, meu conceito sobre ele.

Acredito que este dia é bem comemorado pelos amantes do sexo sem compromisso! Se não é comemorado somente por eles, foi feito para eles!
Aqueles que vêem em outra pessoa somente um instrumento de prazer, e vêem o compromisso como algo que lhes tira a liberdade, bem como os fazem perder a oportunidade de “curtir” vários sabores; vários “sexos”...
Não acredito que este dia seja comemorado, ou tão importante para casais já casados (há pelo menos um ano), porque eles entenderam que o sexo, JAMAIS pode ser considerado como o mais importante; ele é só o complemento de uma série de fatores que fazem um casamento dar ou não dar certo.
Alguns casais, que casaram só porque o sexo era bom, ou aqueles que casaram porque desejavam o sexo (para casais que por questões religiosas (ou não) deixaram o sexo para após o casamento, MAS casaram-se movidos pela vontade de fazê-lo, ou SÓ para fazê-lo) se já não separaram, estão tentando fazer o casamento dar certo, e muitas vezes, os dois caminham lado a lado, mas não juntos; frustrados caminham para alguma direção, na esperança que um dia algo aconteça, e eles possam se parecer mais, se entrosar mais... o sexo era tão bom (ou tão desejado), que eles nem deram importância (ou nem perceberam) o quanto eram diferentes.
Entendo que hoje, os casais em comunhão estável, entendem o sexo como algo maravilhoso sim, mas é só a sobremesa em um casamento, NUNCA o prato principal, que é a soma de inúmeros fatores e valores, que juntos alimentam, e fazem um relacionamento a dois permanecer em pé.

O SEXO POR SI SÓ, ou pessoas que se deixaram perder valores que edificam uma sociedade, são como um fio desencapado, onde há energia sim, mas é frágil, e pode se romper e desligar-se com qualquer impacto, bem como, pode em algumas circunstâncias dar um curto-circuito.

UM RELACIONAMENTO SÓ DE SEXO, é um relacionamento que tem sua resistência comprometida, e que mais hora, menos hora, queimará, e também pode gerar um curto-circuito.

CURTO-CIRCUITO, pode ir desde estragar algo, até alcançar efeitos devastadores.

Ao entender o sexo sem compromisso como um fio desencapado, e pensar na falta de estrutura em um relacionamento movido por sexo... me veio a mente curto-circuito, ruptura, fim, danos desastrosos; entãoquis sintetizar de forma clara e precisa (tentar), tudo aquilo que a vida e Deus tem me ensinado através das minhas próprias experiências, e nas vidas de tantas outras pessoas que deram ou que não deram certo como casais.
Orei à Deus e pedi que Ele me ajudasse neste texto, e se ele falar com você, fazendo com que entenda o desastre que o sexo antes do casamento pode causar a uma pessoa, ou casal, e fazê-lo(a) converter seu caminho, contrário ao que o “mundão” prega, e por isto, você optar pelo sexo depois do casamento: não porque está escrito em algum lugar da Bíblia que assim deve ser; mas porque entendeu, que se esta escrito isto em algum lugar da Bíblia, é porque Ela realmente nos direciona há um caminho sábio, e que nos leva a melhores resultados. Ou se, você já tinha esta posição, mas não tinha a convicção de que isto é realmente o melhor a ser feito, e este texto lhe convencer, e lhe trouxer a convicção de que NO SEX... até casar é o caminho mais sábio a um casamento que oferece o melhor resultado para ambos: Glorifico à Deus, entendendo que Ele foi O Autor deste texto, e oferecendo a Ele toda Glória pelos bons resultados, e casamentos que serão testemunhos ambulantes de que NO SEX... até casar, vale a pena!


Então, vamos lá! Esta questão de curto circuito é bem interessante, e provavelmente ocorrerá em um casal em que a base seja o sexo, e este seja o único motivo que "liga" os dois, e mantém este relacionamento "funcionando".

Dei uma pesquisada sobre curto-circuito, e veja o que encontrei:

Significado de Curto-circuito
s.m. Eletricidade. Fenômeno elétrico que se produz quando ligamos por um fio de resistência desprezível dois pontos entre os quais existe uma diferença de potencial, ou quando se tocam, acidentalmente, dois fios desencapados.


Após ler esta explicação sobre quando ocorrem os curto-ciruitos, busquei mais informações sobre resistência, fios desencapados, para entender como funciona este mundo energético, e se realmente eu podia compará-lo a relacionamentos e pessoas.
Foi impressionante como O Espírito Santo foi ministrando muita coisa em meu coração, e tentarei dividir com você.

Entendi que Ele me levou a forma que o Dicionário de Português decifrava o curto-circuito, porque é exatamente assim que acontece com pessoas que não são por Ele “encapadas”, e por relacionamentos que não são por Ele “encapados”.

Quando não existe a cobertura dEle: do Seu discernimento, da Sua sabedoria; e dos Valores e Direcionamento que A Palavra nos trás, o curto circuito é um fim inevitável.

Isto porque ambos serão como fios desencapados, e que estão vulneráveis a acontecimentos externos, que vão interferir no bom funcionamento deles, independente da intensa energia que envolve os fios.

Como exemplo no caso de fios e energia desencapados, podemos citar um objeto pontiagudo vindo de encontro a um fio desencapado. Se este objeto não cortar todos os fios, vai cortar alguns, e danificar o bom funcionamento da corrente de energia. Da mesma forma podemos fazer a comparação a pessoas e casais, dentro do tema, ou seja, que tem o sexo como o “tesouro” da sua vida; não se vem sem ele, e nem conseguem solidificar um relacionamento sem ele, entendendo-o como o centro de tudo, o principal.

Exemplo de um infortúnio (objeto pontiagudo) de encontro à pessoas “desencapadas” em um relacionamento: Poderá haver um dia que ela(e) não irá querer fazer sexo, ou não terá o desempenho de outros dias, por algum grande problema. Ela(e) só quer um ombro amigo. Mas passa a ter um outro grande problema, pois o(a) parceiro(a) não entende e não aceita não ter sexo naquele dia, desconfia até que há outros motivos além deste “probleminha” na visão dele(a). É neste dia que descobre que o “ombro amigo” não estava no pacote; ele(a) é muito bom de cama, mas péssimo(a) como conselheiro(a) ou ouvinte. Quando isto acontecer, entenderá que precisa de muito mais que só sexo!

Exemplo de um infortúnio (objeto pontiagudo) de encontro à casais desencapados: Casaram, e algum dos dois perdeu o emprego. Não se pode pagar todas as contas, a água é cortada; a higiene não é a mesma sem água e o sexo não é tão excelente. A questão é: sem sexo excelente o casamento não funciona!
As contas e problemas que a falta de dinheiro trás estão aumentando a cada dia, e o sexo não esta mais tendo valor, não somente pela falta de água: nada é mais igual.
O fim é inevitável! Os dois não estavam preparados para obstáculos; o sexo não foi o suficiente para sustentar o casamento.

Quando falamos sobre resistência no mundo da energia elétrica, vemos que a resistência é a base do bom funcionamento de uma corrente elétrica, bem como ela é a geradora de determinados serviços, como exemplo: "o chuveiro".
Todos os chuveiros elétricos possuem uma resistência, e esta interrompe a passagem da energia, de forma a armazená-la, e faz com que a água fique quentinha. Se a energia enviada for maior do que a resistência, ela queima, e pode até dar um curto-circuito, podendo alcançar resultados devastadores.
A questão é: estou tratando aqui, não da resistência do corpo, ou tratando de “performance” sexual, mas sim de relacionamentos e pessoas em um todo (psique/alma).

Para que um relacionamento possa alcançar um bom resultado, é necessária uma boa resistência.
Muita energia vai chegar até ela... energia de ciúme, de culpa, de saudades, de paixão (esta é uma das piores, talvez perdendo só para o ciúme), e a resistência (você (s) = psique/alma), terá(ão) que administrar toda esta energia, de forma a gerar a temperatura certa para o bom funcionamento deste relacionamento.

Onde quero chegar?

Um relacionamento movido somente a base de sexo, não tem em seus componentes (parceiros) a resistência necessária para lidar com as energias que citei à pouco; podemos ter um componente neutro, ou seja: não esta nem ai! Mas em uma relação a dois, temos sim, pólos diferentes, e sempre um, em algum momento, liberará alguma energia a ser administrada pela resistência deste relacionamento, e esta terá que fazer com que a temperatura esteja boa para os dois.
Garanto que isto é IMPOSSÍVEL, uma vez que em algum momento, a necessidade de ambos não será igual.
Esta dificuldade há em qualquer relacionamento (com ou sem sexo), pois somos diferentes um do outro, a questão é: qual é a minha visão de relacionamento? Se for só prazer, uma hora você se frustrará, e se não estiver preparado(a) para enfrentar frustrações, e ver em seu(ua) parceiro(a) somente um objeto de prazer, não estando disposta(o) a sacrificar por ele(a) (mesmo que ache que não mereça), a resistência do relacionamento não vai agüentar.

Por que esta garantia da IMPOSSIBILIDADE?
Em um mundo onde sexo é liberado, não existe padrão moral definido, estes padrões se constroem e modificam-se com a mesma rapidez e intensidade que a tecnologia.
Desta forma, vamos ter pessoas com graus morais diferentes, tentando juntas em um relacionamento, desfrutar de um resultado igualmente satisfatório; não discernindo suas diferenças.

Sem padrões morais equivalentes, não conseguiremos o mesmo resultado! A energia empregada na relação, será diferente um do outro, ambas vão para a resistência do relacionamento, que produzirá um só resultado, e dividido, um dos dois se verá descompensado em sua resistência que não vive somente de suas necessidades carnais (comida, bebida, sexo, drogas em um todo).
Em algum momento, esta resistência não vai agüentar!


CONSEQUENCIAS de CURTO-CURCUITO:

Sabemos que muitas são as conseqüências do fim de um relacionamento.
Não tenho estatísticas, mas se fizermos da nossa vida um observatório, podemos em nossa própria família encontrar alguém que já teve depressão pelo fim de um relacionamento. Muitos acabam entrando em vícios, sendo drogas e bebidas talvez os mais destrutivos; enquanto outros desistem da sua vida, e se suicidam.
As vezes, até este relacionamento acabar definitivamente, nem era levado muito a sério por esta pessoa, ou talvez, a seriedade não havia quando começou; pois o processo de envolvimento em um relacionamento é lento muitas vezes, e em sua grande maioria não se faz recíproco por muitos motivos, e um deles é a diferença moral (qual já comentei), esta é formada por diversos valores, sendo eles educacional, religioso, de crença, vivência,entre outros muitos fatores que constituem a senso moral e caráter de alguém.

Sei que sou prolixa, mas entendi necessários todas estas conjecturas para dizer que um relacionamento só de sexo, não pode tornar duas pessoas felizes por muito tempo, e tão menos acabar de forma agradável. Muitos terminam já havendo filhos no contexto, e gerando frustrações em “vidinhas” que estão sendo apresentadas ao mundo.
O fim que temos neste tipo de relacionamento, que a atração é o único estímulo, tem por muitas vezes o ciúme como avassaladora destruição de pessoas, podendo ir desde espancamentos até homicídios em seu resultado catastrófico.
È claro que eu não posso dizer que TODOS relacionamentos movidos por atração física resultem nisto;até mesmo porque eu já tive muitos deles antes de minha conversão em Cristo Jesus, e nunca fui espancada, e estou "vivinha" elaborando este texto. Mas cada um deles me marcou com frustrações que DETURPARAM a minha concepção de relacionamento, fazendo com que minha visão fosse medíocre, e eu não tivesse a mínima consciência do tipo de relacionamento que Deus tinha desenhado para seus filhos aqui na terra.

Ciúmes, falta de confiança no indivíduo como humano (achava que não havia homem capaz de ser fiel), falta de amor próprio (oferecendo ao meu parceiro, em muitos momentos, tudo o que ele queria, mesmo que isto ferisse a minha moral), e este ceder foi desfigurando o meu caráter, os meus valores... Fui moldando a mim, de acordo com os valores apresentados por cada parceiro, e com o tempo, fui perdendo minha identidade, e como camaleão, mudava conforme se fazia conveniente; ora romântica, ora selvagem... Nem mais eu sabia quem eu era!

Hoje tenho consciência que é isto que o "mundo" oferece para aqueles que nele se aventuram a buscar seus prazeres.Hoje tenho a convicção dos valores morais que escolhi, e não abro mão de encontrar estes valores no meu parceiro, pois sei que é necessário que os dois, com a mesma visão, empreguem esta mesma "energia" no relacionamento, e assim, teremos uma resistência que gerará o fruto destes valores empregados, e satisfará ambos em suas expectativas.

Hoje, deixo o sexo como complemento de algo que tem que ser esplêndido mesmo sem ele. Impossível? Não creio! Pois sei que não desejo ter em minha velhice, a satisfação em meu parceiro diminuída, e sei que lá, o sexo não será a mesma coisa.
Por isso eu quero que sexo seja como uma sobremesa em minha vida: delicioso, mas não fundamental;quero que a amizade, companheirismo, admiração, querer estar com, sejam o prato principal deste relacionamento.

Hoje, quero ter certeza que determinada pessoa construíra comigo o melhor prato principal, pois é ele que me alimentará todos os dias; e por isto, deixo a sobremesa para experimentar após meu casamento. Não dependo dela para me sustentar de pé, ela é apenas um "plus" na minha vida; e não a experimentarei antes de casar, pois bem sei que ela pode ser esplêndida em seu sabor, e pode me fazer negociar o prato principal, fazendo com que eu aceite ficar com quem me enfraquecerá no decorrer do tempo.

Por sabedoria, opto pelo sexo depois do casamento. E quem me amar verdadeiramente, vai esperar, pois terá a mesma visão que eu, e saberá que será para O SEMPRE!

Lembremos que o casamento deve haver quando temos a certeza que encontramos um companheiro(a) fiel, que nos ama, e está disposto(a) a nos servir, sem egoísmo e com dedicação. Desta forma, acredite: seu(sua) companheiro(a) levará isto para cama, e não há como o sexo não ser maravilhoso com estas virtudes.

Para finalizar, deixo um vídeo que sei que muitos já viram, e sintetiza a visão relacionamento de Deus para seus filhos, uma vez que é necessário alguns fatores para que o "PARA SEMPRE" possa existir na vida de um casal.


Ele nos deixou TUDO escrito para que pudéssemos ser felizes. Tenhamos a Sua Palavra como manual, e não vamos precisar chorar tanto aprendendo o caminho certo com os nossos erros. Ele nos mostra O Caminho!



Vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=4AQFj5aRV9w



By Michele Epifanio

sábado, 3 de setembro de 2011

" Você pede um príncipe, mas está tão ansiosa que beija o cavalo. "


Não negocie sua benção, espere pelo melhor de Deus, que virá no tempo certo!

Comece pensando em quem você deseja: O que você espera em alguém? Pense em tudo, tendo como prioridade o caráter desta pessoa; aquilo que não suporta, o que não tolera, bem como as coisas que entende que NECESSITA em outra pessoa.

Logo após, medite: Será que esta pessoa chegando, você atenderia as expectativas dela ??? Qual nota você dá para você mesma(o)?

As vezes fazemos uma lista gigantesca daquilo que queremos, no entanto ficamos tão ansiosos em recebermos aquilo, que não trabalhamos em nossa própria edificação. É fato, que se não desenvolvermos nosso potencial como pessoa, não será liberado o nosso melhor (uma vez que precisamos também ser o melhor para o outro), e assim, acabamos por ansiedade, negociando aquilo que Deus tem para nós, e aceitamos "qualquer coisa"!

***PRAPENSAR


By Michele Epifanio

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Voltando a ENCALHAR!!!

Quando criei este Blog, acreditei que meu período de encalhe estava chegando ao fim; pois acreditava que estava em um relacionamento sólido, e o próximo passo, era sem dúvidas o tão sonhado casamento. Enfim, após dois anos, voltei a estaca 0, e volto ao mundo dos ENCALHADOS.

Estes dois anos pareceram tão longos, que até havia me esquecido de problemas que cercam os encalhados... Tipo: Maria que gosta de João, que gosta da Carla, que gosta do Beto.... Gente, como é difícil encontrar alguém que gostemos, e que goste de nós! As vezes parece até impossível esse lance da reciprocidade de querer.

Quando estiver mais disposta, postarei mais...

Enquanto isto, fique a vontade para dizer o que bem quiser sobre o assunto! :)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Bem, há muito tempo tento escrever (sonhava ser escritora). Mas por algum motivo, nunca consigo. Pelo menos algo de minha criação, algo que eu mesma ofereça-lhe um início, ou título.
No entanto, nos últimos dias venho postando mais - muito mais. E nestes posts, descubro em mim coisas que nem eu mesmo sabia, ou melhor, não estava no meu consciente, e somente através da escrita, tive a oportunidade em sabê-lo.
Estes dias atrás uma amiga me chamou para um curso. Este curso era para voluntariado em roda de leitura. E pensei: para que?
Aprender a ler? Um sábado inteiro? Tenho mais com o que gastar meu tempo.
Mesmo que o gastasse dormindo, ou mesmo "vagando pela internet", entendia que estas duas últimas valiam mais a pena. Me ofereciam mais prazer, a estar: aprendendo a ler!
Pelo simples fato em eu ter dormido na casa desta minha amiga, e ela estar em depressão, não consegui dizer não ao curso.
Simplesmente pelo jogo psicológico que ela fez comigo para que eu a acompanhasse - vale ressaltar que essa amiga está passando por um quadro depressivo, não diria maior que o meu, mas sou sincera em reconhecer que a vida dela oferece mais razões para chorar, ou "não querer existir".
Bem, desta forma, resolvi acompanhá-la, e passei o caminho todo (quase 2horas e meia) tentando imaginar o quanto tediante seria o restante do dia. E pensava nisto pois o início já não havia sido nada agradável. Me lembro de ter sentado no máximo meia hora - durante todo o percurso.
Foi péssimo, pois na noite que antecedera, eu fiquei conversando com a minha amiga até muito tarde, pois meu intuito era que ela desistisse do curso na manhã seguinte. Tinha certeza, que se eu a cansasse, ela perderia a hora.
Mas não! Para a minha frustração, ela não dormiu. Não, pois temeu perder a hora. E eram 5:30 quando ela iniciou o supra narrado: "jogo psicológico".
Enfim, o trajeto foi deprimente. Quando estava quase chegando enfim consegui sentar mais um pouco - alívio. Hesitei um pouco, não gosto de sentar em bancos reservados - é difícil saber se a moça está grávida, ou é "bucho". Bem como tenho dificuldade em diagnosticar velhice; a não ser quando a pele está enrugada, e os cabelos bem brancos.
Entendo que se achar que alguém está grávida, ou é velha, e a mesma não estiver, ou na segunda ocasião: não se considerar, posso vir a deixá-las muito triste. Não gosto de deixar as pessoas tristes. Pelo contrário faço o possível para agradá-las. A ida ao curso é uma prova disto.
Desta forma, é difícil eu conseguir realmente descansar quando sento em um - banco reservado. A não ser que eu esteja muito cansada! Foi o que estava acontecendo. Eu não aguentava mais suportar tanto sono em minhas pernas.
Não demorou 10 minutos para eu ouvir alguém dizer: eu preciso sentar, por favor levante!
A expressão por favor, dá a impressão que a pessoa foi educada, mas lhe garanto que isto é somente uma impressão.
Com um sorriso ele conseguiria meu assento, não precisava fazer com que todos no ônibus ouvissem. E me causar assim, constrangimento.
Pois é, ele já tinha idade, e dizia para minha amiga a infelicidade de não enxergar bem, tendo que inclusive andar de muletas.
Entendi que a manhã dele, devia estar muito mais deprimente que a minha. Por isso, fiz questão de não dirigir nenhuma palavra à ele. Com minha sinceridade e falta de "docilidade" que a ocasião trazia, eu podia tornar a manhã dele um pouco (ou muito) pior do que já o era. Desta forma decidi permanecer quieta, até o bendito: curso de leitura!
Chegamos! Com 45 minutos de atraso. Não suporto perder começos. No entanto sempre os perco.
Não sei porque, mas tenho uma extrema dificuldade com pontualidade. O atrasado é infelizmente como minha "marca registrada".
Lembro-me de um namorado que me disse que o próximo atraso indicaria o fim do relacionamento. Foi o meu primeiro amor, e eu só tinha 16 anos. Até onde me lembro, os meses em que passaram antes do término deste, foram os únicos encontros que eu não me atrasei. Algo aconteceu na minha mente. Algum comando foi acionado, e eu não mais atrasei em nenhum encontro - com ele (risos).
Espero que ninguém me cobre isto novamente. Não suporto relógios... Não gosto de medir o tempo. Para mim, o tempo foi para ser vivido, não medido!
Com a mesma intensidade que eu não queria ir ao curso, não queria ir embora. Como aquilo estava sendo bom!
A ministra era uma linda jovem, devia ter seua 27 anos. Magra, bonita, inteligente, engraçada, com uma ótima posição naquela instituição, e uma aliança na mão esquerda, indicando um casamento - de pouco tempo, soube mais tarde.
Eu não sei se para ela estar ali era algum peso, ao menos não parecia. Ela mostrava realmente dominar e amar o que fazia, e o que falava: "rodas de leitura".
A instituição que eu estava naquela manhã tem por objetivo formar 1 milhão de rodas de leitura. Todas essas rodas, distribuídas em escolas, fundações, asilos, orfanatos. Enfim, eles queriam trazer e incentivar indivíduos a ler. Assim como estavam a fazer comigo naquela manhã.
Antes de enfim lermos algo - no fim do dia -, rimos muito. Aquele "curso" se tornou uma roda de "pessoas legais", onde ali discutimos uma série de assuntos, situações.
O que em minha vida só tem sido virtual, naquele sábado foi real.
Há quanto tempo eu não fazia parte de uma roda? A quanto tempo não discutia uma infinidade de assuntos em grupo de pessoas "reais" (risos).
Como é bom olhar nos olhos! Como é bom falar com as pessoas além da escrita! Como é bom, ler as pessoas, além daquilo que elas escrevem!
Como é bom, estarmos calados, e mesmo assim nos comunicando!
Lá eu ri muito, pulei, imaginei que estava dançando na chuva... Foi muito bom!
Melhor ainda foi o conteúdo que recebi sobre o "mundo da leitura".
Quando digo recebi ao invés de aprendi, é devido a ter um grande problema com minha memória. Eu não consigo de lembrar de 90% daquilo que recebo na maioria das vezes.
O leitor que estiver fazendo a leitura da minha pessoa, deve estar visualizando um alguém despreocupado com o horário e que nem mesmo sabe seus próximos compromissos, ou muito menos de tudo que tratou os anteriores.
Terá acertado, se também pensar que eu não anoto nada em agendas (apesar de tê-las), não costumo ler as minhas anotações (tenho uma infinidade), e geralmente não fui à compromissos (não cumpro a maioria).
Lastimável o desenho que você fez de mim, não é? Tenho em minha mente que somos o melhor que podemos ser. Bem como, entendo que sempre seremos o melhor que alcançamos. E me pergunto: porque insisto em não levantar? Quando levanto quero criar, quando crio, teimo em sonhar, idealizar, mas nunca realizo?
Em todo projeto precisamos de outros, e se eu preciso de outro, logo, preciso me relacionar. O relógio terá que fazer parte deste relacionamento.
O bendito relógio impede que eu tenha compromissos, e eu só descobri isto agora!
Espero que enquanto divido "meu grande ser" com alguém (você), eu saiba um pouco melhor quem sou eu!
Aliás, essa pergunta me faço a muito tempo. Como já disse que minha memória é ruim, não lembro quanto tempo!
Naquela manhã aprendi que alguém pode fazer esse tipo de leitura que fizemos agora da minha pessoa, uma leitura que busca decodificar sinais, situações, etc. Essa leitura será variável de acordo com as experiências vividas, cultura, conhecimentos e limitações do leitor. Por exemplo: se eu vejo alguém a roer unhas, farei uma leitura que esta pessoa está nervosa, se eu roer, ou conheço alguém que roe unhas quando nervosa. Ou até mesmo se um dia eu li que quando as pessoas estão nervosas roem unhas.
Ou seja, a leitura que faço o tempo inteiro de tudo e de todos, depende daquilo que eu vivencio e conheço.
Temos também a leitura escrita. Pois é, esta é a que a instituição quer incentivar. Muitos não tem por hábito ler. A nossa cultura não nos incentiva a leitura. Geralmente, quando somos movidos a ler algo, o somos porque precisamos aprender algo; para que tenhamos uma boa nota, ou buscando para que não venhamos a nos dar mal em algum quesito.
Isto faz com que essa leitura seja algo obrigatório, e não: um prazer, ou uma opção.
Se você chegou até aqui, é muito provável que o prazer o tenha trazido. Afinal, o porque você quer saber algo do que penso, ou sou?
Se quisesse poderia deixar de lado esse texto. Mas por algum motivo entende que: vale a pena continuar.
Entre tanta coisa que este curso me passou (e que eu não lembro - não conscientemente), ele me mostrou que a forma mais difícil de alguém se expressar, é através da escrita.
A escrita é a forma mais complexa que temos para organizar uma idéia.
A forma qual nós mais nos comunicamos é através da linguagem verbal. Desde que nós desenvolvemos o sentido da audição no ventre materno, usamos dele.
Quando nascemos, já temos a identificação e "familiarização" com as vozes.
Com a nossa mãe, essa voz torna-se associativa com a "impressão": choro, riso, tristeza, paz, alegria... Muitos estudos mostram essa "tese".
Digo tese, pois ninguém lembra conscientemente de quando estava no ventre de sua mãe. E uma regressão pode levar a qualquer um, somente ao mundo de sua "fértil" imaginação, não tornando como "fato" ou "comprovado" a nenhum resultado obtido através destas práticas.
Bem, o que a ciencia pode dizer é que a audição é dada ao feto no início de sua formação, desta forma, quando nascemos já estamos familiarizados a este "tipo" de comunicação, e algum tempo depois estamos a utilizando.
A leitura de sinais nos são impostas logo que nascemos. E em dado momento aprendemos a decodificá-los. Estes sinais são: aquele olhar de rabo de olho quando fazemos algo errado. Ou um sorriso que nos é dado quando agradamos à pessoa, ou mesmo ela o esboça por estar feliz.
Ou seja, lidamos logo no início com essas duas formas de comunicação, deixando a escrita para depois... Bem depois!
Quando começamos a verdadeiramente utilizá-la é para aprender, e digamos que aprender algo que não temos o mínimo interesse (escrever).
Aliás, para que, se eu me comunico tão bem? Saber assinar basta. Lembremos, que no ínicio vivem pedindo para que escrevamos nosso nome, e não vemos a hora em mostrar esse conhecimento - mas isso basta!
Aprender a escrever, no ínicio é tão desinteressante como quando somos apresentados à equações. Acredito que existam as excessões, mas eu vivia a me perguntar, onde, ou em qual momento eu usaria "aquilo".
Hoje, me peguei observando uma gramática. Como organizar um texto? Quando a frase termina, e quando uso a vírgula? Quando continuo após o ponto, e quando preciso iniciar outro parágrafo?
Que dificuldade! Por que não prestei mais atenção nas minhas professoras? Não tenho paciencia em me debruçar nos livros de novo, para rever todo um conteúdo. Prefiro culpar a pequena Michele que não prestou atenção nas aulas de português, e justificar assim minha incapacidade.
Será que a fadigante cópia de textos no primário me traumatizou?
Aliás, minha mãe fazia a metade, senão à tudo. Isso fez com que eu buscasse deixar minha letra similar à dela, e até hoje as pessoas pasmam com a semelhança (risos). Mal sabem elas!
Mas a dura realidade, é que eu aprenderei à escrever, escrevendo... Passei metade da minha vida estudando e não aprendi, porque aprenderia agora?
Meu namorado esses dias dizia que teria que rever: ditongo, tritongo. Se a intenção dele era me ajudar, só piorou tudo.
Será que vou conseguir? Não sei! O tempo, e os textos dirão!
Espero que um dia, você possa lembrar deste primeiro texto e dizer: nem parece a mesma pessoa!

Um grande abraço da Michele - um ser em construção!